07/02/2010

Arquitetura Cordobenha

Arquiteto José Ignacio Díaz, conhecido como "El Togo"

Uma coisa que eu sempre achei bacana são casas e edificios ornamentados com tijolo a vista. Chegando em Córdoba descobri que a cidade é o paraíso do tijolo a vista, ou como eles chamam ladrillo visto. Tudo culpa de um senhor chamado José Ignacio Díaz.

"El Togo", como era conhecido Díaz, desenhou e contruiu perto de 170 edifícios e 400 casas pela cidade de Córdoba e redondezas. Grande parte destas construções levam a sua marca registrada, os tijolos a vista. E não é só aqueles enfeitizinhos que parecem um azuleijo, é tijolo de verdade.

José Ignacio Díaz faleceu no início de 2009, mas parece que deixou muitos seguidores. Em Córdoba é muito fácil encontrar edificios em construção, e quase todos se notam os tijolos a vista adornando o exterior da obra. Parecem ser necessários tijolos a vista para que um prédio ganhe forma em Córdoba.

Abaixo algumas amostras do estilo "Togo Díaz".





03/02/2010

Primeiro post de Córdoba

Contando desde domingo, hoje é o quarto dia em Córdoba, e nenhum texto novo nesse blog abandonado. Hora de tirar o atraso. Contarei um pouquinho do que tem acontecido.



O primeiro dia foi de tédio total. Chovia e precisavamos encontrar um hotel. Deixamos de reservar um apartamento enquanto estavamos em Porto Alegre para escolher quando chegassemos aqui e poder ver mais do que fotos. Erro fatal. Na pressa para ir dormir, pois chegamos as duas horas da manhã, fomos para um hotel que tinha uma bela fachada, porém os quartos horríveis, com cheiro ruim e um ar condicionado que só funcionou até certa hora da noite.

A Micheli se atacou das alergias por lá. Uma hora ela reclamava do cheiro do hotel, outra hora do cheiro da cidade. Ela não sabia distinguir qual dos cheiros fazia ela espirrar mais. Aqui debaixo do guarda chuva até tava com uma carinha alegre, porém era um espirro atras do outro. Desejei saúde até as 10 primeiras esguichadas, as outras 149 eu deixei passar. Fiz que não vi. Algumas pessoas na rua desejavam "salúd" e ela não conseguia agradecer por causa do próximo espirro que já estava engatilhado.

E a aula? Somos nove alunos: seis norte-americanos, dois brasileiros e um japonês. A classe é bem bacana. Ninguém que goste de aparecer mais que os outros. De todos, parece que só eu e a Micheli vamos ficar o tempo exato do curso. O nosso colega japa vai ficar um ano estudando relações internacionais. E uma bela norte-americana de cabelos negros e olhos azuis faiscantes fica por seis meses estudando o idioma espanhol aqui em Córdoba. Os outros ficam algum tempo mais que o curso, porém não estava muito atento na hora que falavam.

Bueno, é isso por hoje. Outra hora volto pra mostrar o apê que alugamos.

iHasta la proxima!

27/01/2010

Maçã nova


Steve Jobs e o iPad

Toda pessoa tem "tara" por algum bem de consumo. Alguns são loucos por roupas, outras tem adoração por produtos de beleza, outros preferem sapatos e por aí vai. Eu tenho verdadeira adoração por eletrônicos. Celulares, computador, video-game, televisão, entre outros produtos que possa se ligar na tomada, façam barulhos ou acenda luzes fazem parte deste cast. Enquanto uma mulher pode ficar horas numa loja de roupas, eu posso ficar dias dentro de uma loja de eletrônicos que me deixa mexer em tudo.

Bom, o cara aí de cima é Steve Jobs. Em 1976 ele se juntou com o seu amigo Steve Wozniak e recriou a maçã. A diferença é que ela vem com uma mordidinha e cheia de conceitos de design.

Hoje ele mostrou ao mundo o meu mais novo sonho de consumo, o iPad. Muitos vão dizer que é só mais um gadget, que é um iPod Touch gigante, que não tem utilidade. Tô nem aí. Vai pra cartinha do papai noel no fim do ano.

Fim do ano é muito longe pra mim esperar para ver vídeos e fotos, ouvir músicas, acessar meu e-mail e, até, ler um livro no meu novo aparato eletrônico. Sem contar que não vou mais precisar carregar 3kg pra fazer tudo isso aí, vão ser só 680g. As costas vão agradecer pelos dois quilos e meio a menos.

26/01/2010

Tentativa de um meio começo

Aquela aparência morena aloirada invadiu o ambiente ao som de saltos tocando as lajotas. Ela serpenteava o corpo curvilíneo entre as mesas, calando um a um os engravatados que curtiam seus happy hours. Os chopps eram esquecidos a esquentar sobre as mesas para curtir aquela deusa que vinha do Olimpo para trazer a desgraça para o relacionamento de Olinto, que não pode deixar de desviar o olhar de sua ex-amada para curtir a visão que todos ali vislumbravam. Anamara chamava pelo seu "Tchuqui-tchuqui", mas Olinto já havia decidido quem seria a musa insipradora de sua obra prima.


PS.: Se alguém ler, não se assuste. Isso é o meio de uma história que pode vir por aí. Só faltou conferir e esperar um pouco mais de ideias. Me disseram que eu tinha que escrever pelo menos algumas linhas por dia. Tô fazendo. Vou carimbar muito esse ano. Xô preguiça!!!!

Adeus máquina de lavar


Foto de DANIELA DACORSO/AG. ISTOÉ

Notícia fantástica que encontrei no site da "IstoÉ Independente" em mais uma noite de insônia: Para Lavar É Só Botar No Freezer. A notícia da conta de um jeans que não precisa mais de máquina de lavar, é só colocar no freezer. Ele fica lá, congeladinho, durante 12 horas, depois tu tira e não tem bactérias e nem mal cheiro. Me manda uma dúzia dessas aí, por favor.

Para Lavar É Só Botar No Freezer - IstoÉ Independente - Ed. 2098
http://www.istoe.com.br/reportagens/44413_PARA+LAVAR+E+SO+BOTAR+NO+FREEZER

24/01/2010

Sem sofrimento desta vez


Domingo que vem, dia 31, tem Grenal. Depois de muitos anos dizendo que preferia estar longe em dias de clássico, pela primeira vez vou experimentar esse gostinho. Lá de Córdoba, talvez, eu ouça pela internet ou veja o lance-a-lance de um site qualquer. Nesse dia minhas unhas não vão sofrer o que sofreram durante todos os grenais que ocorreram depois do dia que eu decidi ser gremista. 


Aliás, escolhi o pior clube para torcer. Logo uma pessoa nervosa como eu, foi torcer para o time que só vence na dificuldade. Tá certo que o gosto da vitória é muito melhor quando é sofrido, mas podia variar de vez enquando. Porque meu problema é roer unhas, e os coitados gremistas que sofrem de problemas cardíacos, ninguém pensa neles??? 


Imaginem aquele fatídico 26 de novembro de 2005. Eu caminhando de um lado para o outro, esperando a cobrança de penalti, enquanto pensava numa solução para um problema: de que forma desfazer a aposta e não ter que passar uma semana na universidade usando uma camisa colorada. Ao mesmo tempo muitos chamados de ambulância e o Instituto de Cardiologia bombando com a chegada de muita gente. No fim, o Galatto defendeu o penalti e o Anderson fez um gol. Eu tava tranquilo, com minhas unhas completamente destroçadas, mas no Instituto de Cardiologia a correria continuava. 


Mas assim, desta vez, sem sofrimento. Talvez um dia depois da partida eu abra um site de esportes, sem compromisso, e veja a declaração do Souza: - Podia ter sido seis se o juiz tivesse dado aquele penalti. E também a do goleiro colorado, Lauro: - Nunca fui tão humilhado em minha vida.

23/01/2010

Uma semana e nada


Falta uma semana para embarcar no avião e rumar para Córdoba, o problema é a mala, ta assim: vazia. Não pensei que fosse tão difícil escolher o que levar para viagem. Até agora meus únicos companheiros certos são o notebook e a câmera fotográfica.


Me fez lembrar um dia de folga em que liguei a TV e dei de cara com a Ana Maria Braga. A entrevistada do momento era uma consultora que ajudava as pessoas a fazer as malas para as férias. Na hora achei inútil. Coisa boba. Quem precisaria de um consultor pra escolher a roupa que vai levar para viajar? No momento: eu. Até investia uns 10 pila na mulher agora.
 

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